domingo, 15 de fevereiro de 2015

Locomoção dos Animais - 1 ... Pernas...para que vos quero!

Nada melhor para perceber como se movem os animais vertebrados, que observar os seus esqueletos.

Se conseguirmos perceber onde está situado o calcanhar e o joelho, ficamos a saber se se deslocam por marcha ou por corrida. As patas em forma de "Z" são dos que saltam, claro! :)



Conhecem este animal? Apoia todo o pé no solo e por isso marcha.






 Este é o urso. Também marcha. Repara como toda a pata apoia no solo.




 Ups! Estranho sítio para se ter o calcanhar. Pois é! O cavalo está adaptado à corrida e por isso apenas apoia a ponta dos dedos no chão. Sabiam que os cascos dos cavalos são as suas unhas?


 Vamos compará-los? Um, dois, três, partida! Quem chegará primeiro?



Aos saltinhos...se vai ao longe.


Coelho






Quem quer voar?
Ossos leves, esterno em forma de quilha, lá vou eu pelo ar...



Hei! Eu não voo! Sou uma galinha.




(1ª publicação em 15-10-2010)

Locomoção dos animais 2 - ...Não tenho pernas, mas aqui não fico!

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Todos tivemos oportunidade de observar nas nossas aulas o movimento do caracol, da minhoca, das cobras...
A este movimento chama-se reptação.

Deixo-vos um interessante documentário da BBC sobre o movimento e a velocidade das cobras.

Observa:
  • o modo como se movem;
  • as marcas que deixam no solo;
  • a velocidade da cobra em relação à do atleta.


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Esqueleto de uma Cobra Cascavel


Neste vídeo podes observar o movimento da minhoca. O seu corpo é formado por anéis.

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sábado, 13 de dezembro de 2014

Feliz Natal !

Meus queridos alunos, aqui vos deixo um postal de Natal das Ciências Naturais.

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Feliz Natal para todos vós e para as vossas famílias.

                                                        A professora
                                                      MªJoão São Pedro

CIÊNCIAS EM FÉRIAS

 
Aqui ficam sugestões de experiências que podem facilmente fazer em casa.

 Divirtam-se!

 
 
 
 



Para mais ideias, vê os filmes:

MAGIA

Ciclone de água

Encher Balão com ajuda de Vinagre e Casca de Ovo

Como fazer um barco a vapor

Como Fazer um Avião de Papel que Voa Longe

domingo, 7 de dezembro de 2014

Estações de Tratamento de Águas


ETA - Estação de Tratamento de Águas - trata a água que é captada na natureza de modo a que seja potável, isto é, própria para consumo.

Para saberes como funciona uma ETA, clica AQUI


ETAR - Estação de Tratamento de Águas Residuais - trata a água que sai das nossas casas ou das fábricas (esgotos urbanos e industriais).

Para saberes como funciona uma ETAR, clica AQUI


Ciclo urbano da água - circuito percorrido pela água, desde que é captada na natureza, utilizada pelo ser humano e regresso à natureza após tratamento. Clica AQUI






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sábado, 22 de novembro de 2014

Solos

Solo - camada superficial da crosta terrestre, formada por sais minerais, água, ar, matéria orgânica e seres vivos.


O ar e a água ocupam os espaços entre as partículas minerais e orgânicas.


O solo é muito importante. É dele que as plantas recolhem os sais minerais e a água para produzirem o seu alimento. 

Os animais alimentam-se de plantas (ou de outros animais que as comeram) e portanto o solo também é importante para eles.

Quando os animais ou as plantas morrem, regressam ao solo e são transformados pelos seres vivos que o habitam.


Manta morta - restos de seres vivos que se depositam sobre o solo, como, por exemplo, as folhas que caem das árvores. 

*Lembram-se do nosso compostor? As minhocas e outros seres vivos transformaram os restos vegetais em húmus.

Húmus - Resulta da decomposição da manta morta, por ação dos seres vivos do solo, libertando nutrientes que vão ser usados pelas plantas.







Como se formam os solos



Os solos formam-se a partir das rochas. É um processo que pode demorar milhares de anos.

A ação da água sobre a rocha-mãe e as mudanças de temperatura fazem com que a rocha abra fendas e que algumas partículas se soltem. 

Nessas fendas vão-se acumulando ar e água que as tornam maiores. Com o passar do tempo, vão-se instalando os seres vivos. Primeiro os líquenes e musgos, mais tarde ervas. O solo vai-se tornando mais espesso.

Os restos de seres vivos formam uma camada de manta morta que se transforma em húmus e enriquece o solo, possibilitando que mais seres vivos aí possam ter o seu habitat.

Quando o solo está formado, Solo Maduro, apresenta várias camadas que se chamam horizontes. 




À superfície encontra-se o Horizonte 0, constituído pela manta morta em decomposição (que vai dar origem ao húmus). Nele vivem muitos pequenos animais que fazem essa transformação.

O Horizonte A é o mais escuro, pois tem grandes quantidades de húmus que lhe dá essa cor.

Os restantes horizontes vão sendo mais claros - têm cada vez menos matéria orgânica (húmus) e mais matéria mineral.

Por baixo de todos os horizontes está a Rocha-mãe que lhes deu origem.



 Caraterísticas dos solos

As caraterísticas dos solos dependem muito do tipo de rocha que lhes deu origem.

É também muito importante a quantidade de ar e água que têm na sua constituição e o tamanho das suas partículas.

Destes aspetos vai depender a permeabilidade do solo.

Um solo muito permeável deixa passar facilmente a água, isto é, retém pouca água para as plantas que nele habitam.

Os solos arenosos são exemplo de solos muito permeáveis.




As plantas têm dificuldade em desenvolver-se em solos arenosos. Nestes locais há pouca vegetação e, consequentemente, pouca manta morta. São, por isso, solos pobres em matéria orgânica e pouco férteis.





Quando os solos são pouco permeáveis, a água acumula-se na camada superficial, e essas zonas ficam alagadas. Quando deixa de chover a água seca, tornando-se solos muito secos.


 Os solos argilosos são exemplo de solos muito pouco permeáveis.


Por quase não deixarem passar a água, a camada superficial acumula-a, ficando tão encharcada que não resta espaço para o ar no solo. 


 Quando deixa de chover, a água que se acumulou na superfície do solo seca totalmente, fazendo com que fique sem água e abra fendas.



 As plantas têm dificuldade em sobreviver nestes solos.



 Nestes locais há pouca vegetação e, consequentemente, pouca manta morta. São também solos pobres em matéria orgânica e pouco férteis.



 Quando um solo tem quantidades equilibradas de ar e água, e quando é constituído por uma mistura também equilibrada de areia e argila, dá origem a um solo franco.

Esse equilíbrio faz com que as plantas se desenvolvam muito bem e, havendo muitas, também muitos animais aí procuram o seu habitat. Assim, nestes locais há muita biodiversidade, o que faz com que também haja muita manta morta, aumentando ainda mais a fertilidade dos solos.




Os solos francos são muito bons para a agricultura.



Conservação dos solos

Desde que se tornou sedentário, o Homem sentiu necessidade de tomar medidas para conservar a fertilidade dos solos e conseguir retirar da terra maiores quantidades de produtos. Para isso teve que encontrar solução para alguns dos problemas que seguidamente se enumeram.

Problema nº1 - Inclinação dos terrenos

Quando os terrenos apresentam grande inclinação (declive), torna-se difícil realizar os trabalhos agrícolas. Para além disso, a chuva acaba por arrastar a camada mais superficial dos solos que, como sabes, é a mais fértil. 



Solução nº1 - Culturas em socalcos


Ao criar grandes patamares nesses terrenos, evita-se que a chuva arraste o solo e obtém-se um local mais adequado para a realização dos trabalhos agrícolas.


Problema nº2 - Zonas arenosas com ventos fortes


Em zonas muito áridas e com ventos fortes, como é o caso do nosso litoral, o vento transporta areias a grandes distâncias, invadindo terrenos agrícolas e tornando-os menos férteis. Quando essas areias contêm sal, o problema torna-se ainda mais grave.


Solução nº2 - Fixação de areias

A preservação da vegetação natural das dunas e a plantação de grandes faixas arborizadas fixa a areia e trava o seu avanço.


É exemplo desta solução o pinhal de Leiria, que existe há vários séculos.  



Problema nº3 - Tipo de cultura


Cada planta tem necessidades específicas de minerais que retira do solo. Se se planta sempre a mesma cultura, ela acabará por esgotar esses minerais no solo.

Solução nº3 - Rotação de culturas

Dividir os terrenos em talhões e "rodar" anualmente o tipo de cultura que se coloca em cada talhão evita o problema acima descrito.

Problema nº4 - Desflorestação


Seja para obter madeira, para conseguir espaço para mais terrenos agrícolas ou devido aos incêndios, grande parte das florestas da Terra estão a desaparecer.

Para além dos seres vivos que morrem ou ficam sem habitat, os solos ficam sem a proteção que a vegetação lhe dá.

Sem as folhas das plantas para proteger do impacto da chuva e sem as raízes para fixar o solo, a camada mais superficial dos solos é arrastada pelas chuvas, tornando os terrenos muito mais pobres.


Solução nº4 - Reflorestação

Plantar ao mesmo ritmo que se corta, equilibra a quantidade de árvores e mantém a proteção dos solos.

Problema nº5 - Poluição

Com o aumento do consumo, o Homem produz cada vez mais lixo.
Todos os dias toneladas de resíduos são depositados em lixeiras, muitas vezes sem quaisquer cuidados, provocando a poluição do ar, da água e dos solos.


Solução nº5 -

Problema nº6 - Abuso de  produtos químicos

Com o aumento da população mundial há cada vez maior necessidade de produzir alimentos. Para isso são utilizadas enormes quantidades de adubos químicos (para fornecer minerais aos solos), pesticidas e herbicidas (destinados a matar animais e outras plantas que invadam as culturas).



Estes produtos, usados em excesso, acabam por provocar poluição dos solos e das águas, bem como a morte de muitos seres vivos.

Solução nº6 - Redução da utilização de produtos químicos e aumento da utilização de adubos orgânicos.