quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Solos

Solo - camada superficial da crosta terrestre, formada por sais minerais, água, ar, matéria orgânica e seres vivos.


O ar e a água ocupam os espaços entre as partículas minerais e orgânicas.


O solo é muito importante. É dele que as plantas recolhem os sais minerais e a água para produzirem o seu alimento. 

Os animais alimentam-se de plantas (ou de outros animais que as comeram) e portanto o solo também é importante para eles.

Quando os animais ou as plantas morrem, regressam ao solo e são transformados pelos seres vivos que o habitam.


Manta morta - restos de seres vivos que se depositam sobre o solo, como, por exemplo, as folhas que caem das árvores. 

*Lembram-se do nosso compostor? As minhocas e outros seres vivos transformaram os restos vegetais em húmus.

Húmus - Resulta da decomposição da manta morta, por ação dos seres vivos do solo, libertando nutrientes que vão ser usados pelas plantas.







Como se formam os solos



Os solos formam-se a partir das rochas. É um processo que pode demorar milhares de anos.

A ação da água sobre a rocha-mãe e as mudanças de temperatura fazem com que a rocha abra fendas e que algumas partículas se soltem. 

Nessas fendas vão-se acumulando ar e água que as tornam maiores. Com o passar do tempo, vão-se instalando os seres vivos. Primeiro os líquenes e musgos, mais tarde ervas. O solo vai-se tornando mais espesso.

Os restos de seres vivos formam uma camada de manta morta que se transforma em húmus e enriquece o solo, possibilitando que mais seres vivos aí possam ter o seu habitat.

Quando o solo está formado, Solo Maduro, apresenta várias camadas que se chamam horizontes. 




À superfície encontra-se o Horizonte 0, constituído pela manta morta em decomposição (que vai dar origem ao húmus). Nele vivem muitos pequenos animais que fazem essa transformação.

O Horizonte A é o mais escuro, pois tem grandes quantidades de húmus que lhe dá essa cor.

Os restantes horizontes vão sendo mais claros - têm cada vez menos matéria orgânica (húmus) e mais matéria mineral.

Por baixo de todos os horizontes está a Rocha-mãe que lhes deu origem.



 Caraterísticas dos solos

As caraterísticas dos solos dependem muito do tipo de rocha que lhes deu origem.

É também muito importante a quantidade de ar e água que têm na sua constituição e o tamanho das suas partículas.

Destes aspetos vai depender a permeabilidade do solo.

Um solo muito permeável deixa passar facilmente a água, isto é, retém pouca água para as plantas que nele habitam.

Os solos arenosos são exemplo de solos muito permeáveis.




As plantas têm dificuldade em desenvolver-se em solos arenosos. Nestes locais há pouca vegetação e, consequentemente, pouca manta morta. São, por isso, solos pobres em matéria orgânica e pouco férteis.





Quando os solos são pouco permeáveis, a água acumula-se na camada superficial, e essas zonas ficam alagadas. Quando deixa de chover a água seca, tornando-se solos muito secos.


 Os solos argilosos são exemplo de solos muito pouco permeáveis.


Por quase não deixarem passar a água, a camada superficial acumula-a, ficando tão encharcada que não resta espaço para o ar no solo. 


 Quando deixa de chover, a água que se acumulou na superfície do solo seca totalmente, fazendo com que fique sem água e abra fendas.



 As plantas têm dificuldade em sobreviver nestes solos.



 Nestes locais há pouca vegetação e, consequentemente, pouca manta morta. São também solos pobres em matéria orgânica e pouco férteis.



 Quando um solo tem quantidades equilibradas de ar e água, e quando é constituído por uma mistura também equilibrada de areia e argila, dá origem a um solo franco.

Esse equilíbrio faz com que as plantas se desenvolvam muito bem e, havendo muitas, também muitos animais aí procuram o seu habitat. Assim, nestes locais há muita biodiversidade, o que faz com que também haja muita manta morta, aumentando ainda mais a fertilidade dos solos.




Os solos francos são muito bons para a agricultura.



Conservação dos solos

Desde que se tornou sedentário, o Homem sentiu necessidade de tomar medidas para conservar a fertilidade dos solos e conseguir retirar da terra maiores quantidades de produtos. Para isso teve que encontrar solução para alguns dos problemas que seguidamente se enumeram.

Problema nº1 - Inclinação dos terrenos

Quando os terrenos apresentam grande inclinação (declive), torna-se difícil realizar os trabalhos agrícolas. Para além disso, a chuva acaba por arrastar a camada mais superficial dos solos que, como sabes, é a mais fértil. 



Solução nº1 - Culturas em socalcos


Ao criar grandes patamares nesses terrenos, evita-se que a chuva arraste o solo e obtém-se um local mais adequado para a realização dos trabalhos agrícolas.


Problema nº2 - Zonas arenosas com ventos fortes


Em zonas muito áridas e com ventos fortes, como é o caso do nosso litoral, o vento transporta areias a grandes distâncias, invadindo terrenos agrícolas e tornando-os menos férteis. Quando essas areias contêm sal, o problema torna-se ainda mais grave.


Solução nº2 - Fixação de areias

A preservação da vegetação natural das dunas e a plantação de grandes faixas arborizadas fixa a areia e trava o seu avanço.


É exemplo desta solução o pinhal de Leiria, que existe há vários séculos.  



Problema nº3 - Tipo de cultura


Cada planta tem necessidades específicas de minerais que retira do solo. Se se planta sempre a mesma cultura, ela acabará por esgotar esses minerais no solo.

Solução nº3 - Rotação de culturas

Dividir os terrenos em talhões e "rodar" anualmente o tipo de cultura que se coloca em cada talhão evita o problema acima descrito.

Problema nº4 - Desflorestação


Seja para obter madeira, para conseguir espaço para mais terrenos agrícolas ou devido aos incêndios, grande parte das florestas da Terra estão a desaparecer.

Para além dos seres vivos que morrem ou ficam sem habitat, os solos ficam sem a proteção que a vegetação lhe dá.

Sem as folhas das plantas para proteger do impacto da chuva e sem as raízes para fixar o solo, a camada mais superficial dos solos é arrastada pelas chuvas, tornando os terrenos muito mais pobres.


Solução nº4 - Reflorestação

Plantar ao mesmo ritmo que se corta, equilibra a quantidade de árvores e mantém a proteção dos solos.

Problema nº5 - Poluição

Com o aumento do consumo, o Homem produz cada vez mais lixo.
Todos os dias toneladas de resíduos são depositados em lixeiras, muitas vezes sem quaisquer cuidados, provocando a poluição do ar, da água e dos solos.


Solução nº5 -

Problema nº6 - Abuso de  produtos químicos

Com o aumento da população mundial há cada vez maior necessidade de produzir alimentos. Para isso são utilizadas enormes quantidades de adubos químicos (para fornecer minerais aos solos), pesticidas e herbicidas (destinados a matar animais e outras plantas que invadam as culturas).



Estes produtos, usados em excesso, acabam por provocar poluição dos solos e das águas, bem como a morte de muitos seres vivos.

Solução nº6 - Redução da utilização de produtos químicos e aumento da utilização de adubos orgânicos.









MENSAGEM ORIGINAL - nov 2014







domingo, 19 de abril de 2015

Adaptações dos animais ao meio ambiente

Os animais, para sobreviverem, precisam estar adaptados ao meio ambiente. Os factores do meio que mais influenciam os animais são:

- a temperatura;
- a humidade; 
- a luz.

 Para isso usam adaptações morfológicas (características do corpo) ou comportamentais.

Nas adaptações morfológicas temos essencialmente o revestimento e as extremidades (patas, focinho, orelhas)

Reparem no exemplo destes três tipos de raposa: raposa do ártico, raposa do deserto (Feneco) e raposa das regiões temperadas.








Reparem como o tamanho das orelhas está relacionado com a temperatura do habitat. Quanto mais frio, menores são as orelhas (para não perderem calor por elas). Contrariamente, o tamanho do pêlo é maior. E a cor? Mesmo a jeito para se adaptar à camuflagem...


Nas adaptações comportamentais, as principais são:
a hibernação - proteção contra o frio e a falta de alimento;
- a estivação -  proteção contra o calor, a falta de água e a falta de alimento;
- as migrações -proteção contra o frio e a falta de alimento .

A hibernação é um estado letárgico pelo qual muitos animais, em grande maioria de pequeno porte, passam durante o Inverno. Os animais mergulham num estado de sonolência e inatividade, em que as funções vitais do organismo são reduzidas ao absolutamente necessário à sobrevivência.
A respiração quase cessa, o número de batimentos cardíacos diminui, o metabolismo (todo o conjunto de processos que ocorrem no organismo), restringe-se ao mínimo. Pode-se dizer que qualquer animal que permanece inativo durante muitas semanas, com temperatura corporal inferior à normal, está em hibernação.


Rato do campo em hibernação



COMO É A HIBERNAÇÃO DO OURIÇO-CACHEIRO?
      O ouriço resiste às baixas temperaturas e à falta de alimentos, entrando num "sono" profundo e de longa duração. Durante este período, tanto a temperatura do seu corpo como o ritmo do coração e respiração baixam bastante. Para se defender do frio e da falta de alimentos, entra em hibernação, de Outubro a Abril. Bem gordinho, enrosca-se num ninho de folhas secas, onde permanece em sono profundo.
           O ouriço-cacheiro, em hibernação, apenas respira uma vez de seis em seis minutos, ou seja, 200 vezes mais devagar do que é habitual, nas estações do ano mais favoráveis. A sua temperatura pode chegar a descer de 32º C, ou seja, de 38ºC para cerca de 6ºC.
           Chegada a Primavera, retoma a sua actividade normal, alimentando-se de insectos, lesmas, minhocas, cogumelos e frutos, para recuperar o peso perdido e procurar companheiro(a) para acasalar.


A estivação, é um comportamento de certas espécies quando frente a determinadas adversidades ambientais. No que diz respeito aos moluscos pulmonados, como por exemplo o caracol, resulta quase sempre de uma proteção contra a seca temporária do habitats, com a passagem para o estado de dormência sem perda da vitalidade.
Com este comportamento, esses animais passam alguns meses do ano em estado de baixo metabolismo aguardando a época das chuvas em que se podem se alimentar e reproduzir. Com o retorno de condições favoráveis, os indivíduos estivados são capazes de retornar as atividades normais.



Uma migração ocorre quando uma população de seres vivos se move de um biótopo para outro, normalmente em busca de melhores condições de vida, seja em termos de alimentação, temperatura, água ou para fugirem a inimigos que se instalaram no seu biótopo.
As migrações podem ser temporárias, quando a população regressa ao seu biótopo de origem, ou permanentes, quando a população se instala indefinidamente no novo biótopo.
Em alguns casos, movem-se por falta de comida, geralmente causada pelo inverno. Muitos pássaros migram de lugares frios para quentes. A mais longa rota de migração conhecida é a da Gaivina do Ártico, que migra do Ártico para o Antártico e retorna todos os anos.

Migração animal:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/migracao-animal.htm

Migração das aves:
http://cantodasaves.site40.net/migracao.htm

O Homem, ao contrário dos outros animais, em vez de se adaptar ao meio ambiente, adaptou o meio a si, construindo casas, roupas, produzindo electricidade para lhe dar luz e calor...

(atualização da mensagem de 11-12-10)

sábado, 18 de abril de 2015

Minhocas e fatores do meio ambiente - luz e humidade

Experiência -» clica aqui

Relatório -» clica aqui



Curiosidades sobre o tema:

Após uma época de muita chuva, é comum observar minhocas à superfície da terra. 
Normalmente as minhocas encontram-se bem enterradas onde têm a humidade que necessitam, escavando galerias e alimentando-se de restos vegetais que estão incorporados no solo.

As minhocas não têm pulmões, a sua respiração é cutânea, isto é, respiram através da cutícula que lhes reveste o corpo. 


 A epiderme das minhocas é coberta por uma fina cutícula de quitina e produz bastante muco, o que as torna viscosas, diminuindo o atrito com o solo e facilitando o deslocamento. Além da proteção, o muco facilita a respiração, pois garante a umidade indispensável para as trocas gasosas. O oxigênio dissolve neste revestimento mucoso, passa através da pele e alcança os vasos sanguíneos.
Quando chove muito a água infiltra-se no solo encharcando-o. Nessas situações, o ar existente no solo é substituído por água o que torna difícil a respiração das minhocas. Para evitar a asfixia, migram para a superfície até encontrarem zonas que lhes permitam respirar.
As minhocas necessitam humidade mas água em excesso é perigoso para elas.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Reprodução dos animais

       A reprodução é uma característica fundamental dos seres vivos. Assegura a perpetuação das espécies, permitindo a formação de novos indivíduos e, consequentemente, a continuidade da vida no nosso planeta.

       A Natureza adoptou numerosas, e por vezes fantásticas, estratégias de reprodução, que globalmente se podem agrupar em dois processos básicos:
            reprodução assexuada e reprodução sexuada.


A reprodução assexuada permite a formação de novos indivíduos a partir de um só progenitor, sem que haja a intervenção de células sexuais. 

Neste tipo de reprodução, os descendentes desenvolvem-se a partir de uma célula ou de um conjunto de células do progenitor, pelo que todos os indivíduos são geneticamente iguais.





         Na reprodução sexuada há intervenção de células sexuais — os gâmetas.

         A célula masculina, espermatozóide, junta-se à célula feminina, óvulo, ocorrendo o processo de fecundação do qual resulta o ovo ou zigoto.

Fecundação --»  óvulo + espermatozóide = ovo

Reprodução em ouriços-do-mar


Quando a reprodução é sexuada, existe geralmente um macho e uma fêmea.



Há espécies em que conseguimos distinguir facilmente o macho da fêmea pelas suas caraterísticas  físicas.

Quando isso acontece, diz-se que há DIMORFISMO SEXUAL.


Dimorfismo = Di (duas) morfismo (formas)

Duas formas diferentes - uma para o macho e outra para a fêmea








Símbolos de Feminino e Masculino



(ATUALIZAÇÃO DA MENSAGEM DE 30-11-11)