sábado, 22 de Novembro de 2014

Solos

Solo - cama superficial da crosta terrestre, formada por sais minerais, água, ar, matéria orgânica e seres vivos.


O ar e a água ocupam os espaços entre as partículas minerais e orgânicas.


O solo é muito importante. É dele que as plantas recolhem os sais minerais e a água para produzirem o seu alimento. 

Os animais alimentam-se de plantas (ou de outros animais que as comeram) e portanto o solo também é importante para eles.

Quando os animais ou as plantas morrem, regressam ao solo e são transformados pelos seres vivos que o habitam.


Manta morta - restos de seres vivos que se depositam sobre o solo, como, por exemplo, as folhas que caem das árvores. 

*Lembram-se do nosso compostor? As minhocas e outros seres vivos transformaram os restos vegetais em húmus.

Húmus - Resulta da decomposição da manta morta, por ação dos seres vivos do solo, libertando nutrientes que vão ser usados pelas plantas.







Como se formam os solos



Os solos formam-se a partir das rochas. É um processo que pode demorar milhares de anos.
 
A ação da água sobre a rocha-mãe e as mudanças de temperatura fazem com que a rocha abra fendas e que algumas partículas se soltem. 
 
Nessas fendas vão-se acumulando ar e água que as tornam maiores. Com o passar do tempo, vão-se instalando os seres vivos. Primeiro os líquenes e musgos, mais tarde ervas. O solo vai-se tornando mais espesso.
 
Os restos de seres vivos formam uma camada de manta morta que se transforma em húmus e enriquece o solo, possibilitando que mais seres vivos aí possam ter o seu habitat.
 
Quando o solo está formado, Solo Maduro, apresenta várias camadas que se chamam horizontes. 



 
À superfície encontra-se o Horizonte 0, constituído pela manta morta em decomposição (que vai dar origem ao húmus). Nele vivem muitos pequenos animais que fazem essa transformação.
 
O Horizonte A é o mais escuro, pois tem grandes quantidades de húmus que lhe dá essa cor.
 
Os restantes horizontes vão sendo mais claros - têm cada vez menos matéria orgânica (húmus) e mais matéria mineral.
 
Por baixo de todos os horizontes está a Rocha-mãe que lhes deu origem.

 
 
 Caraterísticas dos solos
 
As caraterísticas dos solos dependem muito do tipo de rocha que lhes deu origem.
 
É também muito importante a quantidade de ar e água que têm na sua constituição e o tamanho das suas partículas.
 
Destes aspetos vai depender a permeabilidade do solo.
 
Um solo muito permeável deixa passar facilmente a água, isto é, retém pouca água para as plantas que nele habitam.
 
Os solos arenosos são exemplo de solos muito permeáveis.
 


 
As plantas têm dificuldade em desenvolver-se em solos arenosos. Nestes locais há pouca vegetação e, consequentemente, pouca manta morta. São, por isso, solos pobres em matéria orgânica e pouco férteis.
 
 
 
 
 
Quando os solos são pouco permeáveis, a água acumula-se na camada superficial, e essas zonas ficam alagadas. Quando deixa de chover a água seca, tornando-se solos muito secos.
 
 
 Os solos argilosos são exemplo de solos muito pouco permeáveis.
 
 
Por quase não deixarem passar a água, a camada superficial acumula-a, ficando tão encharcada que não resta espaço para o ar no solo. 
 
 
 Quando deixa de chover, a água que se acumulou na superfície do solo seca totalmente, fazendo com que fique sem água e abra fendas.
 

 
 As plantas têm dificuldade em sobreviver nestes solos.
 
 
 
 Nestes locais há pouca vegetação e, consequentemente, pouca manta morta. São também solos pobres em matéria orgânica e pouco férteis.
 
 
 
 Quando um solo tem quantidades equilibradas de ar e água, e quando é constituído por uma mistura também equilibrada de areia e argila, dá origem a um solo franco.
 
Esse equilíbrio faz com que as plantas se desenvolvam muito bem e, havendo muitas, também muitos animais aí procuram o seu habitat. Assim, nestes locais há muita biodiversidade, o que faz com que também haja muita manta morta, aumentando ainda mais a fertilidade dos solos.
 


 
Os solos francos são muito bons para a agricultura.
 


Conservação dos solos

Desde que se tornou sedentário, o Homem sentiu necessidade de tomar medidas para conservar a fertilidade dos solos e conseguir retirar da terra maiores quantidades de produtos. Para isso teve que encontrar solução para alguns dos problemas que seguidamente se enumeram.

Problema nº1 - Inclinação dos terrenos

Quando os terrenos apresentam grande inclinação (declive), torna-se difícil realizar os trabalhos agrícolas. Para além disso, a chuva acaba por arrastar a camada mais superficial dos solos que, como sabes, é a mais fértil. 



Solução nº1 - Culturas em socalcos


Ao criar grandes patamares nesses terrenos, evita-se que a chuva arraste o solo e obtém-se um local mais adequado para a realização dos trabalhos agrícolas.


Problema nº2 - Zonas arenosas com ventos fortes


Em zonas muito áridas e com ventos fortes, como é o caso do nosso litoral, o vento transporta areias a grandes distâncias, invadindo terrenos agrícolas e tornando-os menos férteis. Quando essas areias contêm sal, o problema torna-se ainda mais grave.


Solução nº2 - Fixação de areias

A preservação da vegetação natural das dunas e a plantação de grandes faixas arborizadas fixa a areia e trava o seu avanço.

 
É exemplo desta solução o pinhal de Leiria, que existe há vários séculos.  



Problema nº3 - Tipo de cultura


Cada planta tem necessidades específicas de minerais que retira do solo. Se se planta sempre a mesma cultura, ela acabará por esgotar esses minerais no solo.

Solução nº3 - Rotação de culturas

Dividir os terrenos em talhões e "rodar" anualmente o tipo de cultura que se coloca em cada talhão evita o problema acima descrito.
 
Problema nº4 - Desflorestação


Seja para obter madeira, para conseguir espaço para mais terrenos agrícolas ou devido aos incêndios, grande parte das florestas da Terra estão a desaparecer.

Para além dos seres vivos que morrem ou ficam sem habitat, os solos ficam sem a proteção que a vegetação lhe dá.

Sem as folhas das plantas para proteger do impacto da chuva e sem as raízes para fixar o solo, a camada mais superficial dos solos é arrastada pelas chuvas, tornando os terrenos muito mais pobres.


Solução nº4 - Reflorestação

Plantar ao mesmo ritmo que se corta, equilibra a quantidade de árvores e mantém a proteção dos solos.


Problema nº5 - Poluição

Com o aumento do consumo, o Homem produz cada vez mais lixo.
Todos os dias toneladas de resíduos são depositados em lixeiras, muitas vezes sem quaisquer cuidados, provocando a poluição do ar, da água e dos solos.


Solução nº5 -

Problema nº6 - Abuso de  produtos químicos

Com o aumento da população mundial há cada vez maior necessidade de produzir alimentos. Para isso são utilizadas enormes quantidades de adubos químicos (para fornecer minerais aos solos), pesticidas e herbicidas (destinados a matar animais e outras plantas que invadam as culturas).



Estes produtos, usados em excesso, acabam por provocar poluição dos solos e das águas, bem como a morte de muitos seres vivos.

Solução nº6 - Redução da utilização de produtos químicos e aumento da utilização de adubos orgânicos.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Revestimento do corpo dos animais

 Tipos de revestimento

Vertebrados:

Pele com pelos - mamíferos


Os pelos têm várias funções de proteção:
Protegem do frio, conservando a temperatura do corpo;
Protegem dos choques;
São usados na camuflagem, escondendo o animal no meio ambiente;
Nalguns casos são usados na defesa - o ouriço cacheiro tem alguns pelos transformados em espinhos para se defender dos predadores.


Pele com penas - aves


Funções das penas:
Facilitam o voo e a natação pois são impermeáveis ao ar e à água;

Protegem do frio, conservando a temperatura do corpo;
Podem ser discretas -  quando são usadas na camuflagem, escondendo o animal no meio ambiente;

Podem ser muito coloridas - quando são utilizadas pelos machos para atrair a fêmeas.
O Pato Real usa essas duas estratégias: as fêmeas e as crias têm cores que as confundem com o ambiente - defesa contra os predadores; o macho tem as penas coloridas.

Pele com escamas dérmicas - peixes



Nos peixes, as escamas têm origem na derme, ou seja, na camada profunda da pele e são formadas por tecido ósseo.

O número de fiadas de escamas, assim como o seu tipo são importantes na classificação científica dos peixes. Por outro lado, as escamas crescem à periferia, podendo deixar anéis de crescimento que permitem estimar a idade do peixe.



Pele com escamas epidérmicas - répteis
  


As escamas da maior parte dos répteis formam-se na epiderme (a camada superficial da pele) e são formadas por queratina. No entanto, também existem escamas ou placas ósseas em alguns répteis, como os crocodilos.As escamas têm função não só de protecção, mas também facilitam a locomoção.

A queratina é uma substância rígida e não acompanha o crescimento do animal. Aqui está uma cobra a libertar a sua pele velha. Por baixo já se formou uma nova.


Pele nua - anfíbios

A pele nua é fina, húmida e viscosa. Permite as trocas gasosas.


Será que consegues encontrar a rã que está nesta fotografia?

Invertebrados:

Quitina - insetos

A quitina é um revestimento resistente e impermeável que protege estes animais dos choques e da desidratação.




Conchas - peças constituídas por cálcio que protegem o corpo dos moluscos. Podem ter uma única peça - concha univalve, ou duas peças - concha bivalve. Têm como função proteger os animais dos predadores e evitar a desidratação.

Concha univalve - caracol, lapa, búzio



Concha bivalve - mexilhão, ameijoas, vieira




Carapaça de quitina com calcário - caranguejo

Protege o corpo dos choques e da desidratação e permite ao animal locomover-se.



Cutícula - minhoca

  A cutícula é uma cobertura flexivel que precisa manter-se sempre húmida.



(mensagem original publicada em 14/10/2012)