terça-feira, 26 de abril de 2011

Ciclo da Água

A água é a única substância que existe na natureza em todos os três estados da matéria: sólido, líquido e gasoso. A coexistência destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um estado para outro; esta sequência fechada de fenómenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera é designado por ciclo hidrológico ou CICLO DA ÁGUA.

O ciclo da água inicia-se com a energia solar que incide na Terra. A transferência da água da superfície terrestre para a atmosfera, passando do estado líquido ao estado gasoso, processa-se através da evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais.

 A vegetação tem um papel importante neste ciclo, pois uma parte da água que cai é absorvida pelas raízes e acaba por voltar à atmosfera pela transpiração ou pela simples e direta evaporação. Durante esta alteração do seu estado físico absorve calor, armazenando energia solar na molécula de vapor de água à medida que sobe à atmosfera.


Dado a influência da energia solar no processo de evaporação, a água evapora-se em particular durante os períodos mais quentes do dia e em particular nas zonas mais quentes da Terra.


A água que atinge o solo tem diferentes destinos. Parte é devolvida à atmosfera através da evaporação, parte infiltra-se no interior do solo, alimentando os lençóis freáticos. O restante, escorre sobre a superfície em direcção às áreas de altitudes mais baixas, alimentando diretamente os lagos, riachos, rios, mares e oceanos.
 A infiltração é assim importante, para regular a vazão dos rios, distribuindo-a ao longo de todo o ano, evitando, assim, os fluxos repentinos, que provocam inundações. Caindo sobre uma superfície coberta com vegetação, parte da chuva fica retida nas folhas. A água interceptada evapora, voltando à atmosfera na forma de vapor.


O ciclo hidrológico atua como um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica, condicionando a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, toda a vida na terra.

Processos:
  • Evaporação é a transformação da água do estado líquido para o estado gasoso à medida que se desloca da superfície para a atmosfera.
  • Condensação é a transformação do vapor de água em água líquida, com a criação de nuvens e nevoeiro, isto é, passa do estado gasoso para o líquido.
  • Solidificação ocorre quando a água passa do estado líquido para o sólido, isto é, congela.
  • Fusão ocorre quando a água no estado sólido passa ao estado líquido. 


  • Precipitação consiste nas gotas condensadas que caem sobre a superfície terrestre - chuva, neve ou granizo.
  • Infiltração consiste no fluxo de água da superfície que se infiltra no solo.
  • Escorrência - Escoamento superficial das águas na superfície terrestre, nomeadamente do solo para os mares.
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Com apenas 6 meses de vida, o nosso blog há muito que ultrapassou os muros da nossa escola e até as fronteiras do país. Somos visitados por muita gente por esse mundo fora. Aqui ficam as estatísticas que falam por si.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Pinha Higrómetro - Relatório da Mariana Guedes - 5ºC

Na sequência de um trabalho solicitado para as férias da Páscoa, a Mariana produziu este excelente relatório:

RELATÓRIO DE ACTIVIDADE EXPERIMENTAL

Nome: Mariana Fernandes Faria Guedes
  
 Nº 14             Ano 5º           Turma C

 Relatório nº 4                                                                                                   Data: 17/04/2011

 Título: A PINHA HIGRÓMETRO

Material:
E 2 pinhas semelhantes, com as escamas abertas


E Um recipiente de vidro (onde caiba uma pinha)

E Água

Procedimento:

1. Coloquei uma das pinhas no recipiente de vidro com água.


2. Aguardei cerca de uma hora.


3.  Observei as duas pinhas e registei os resultados.


Observação:

Observei que a pinha que coloquei dentro de água, ao fim de alguns minutos começou a  fechar as suas escamas progressivamente. Ao fim de uma hora a pinha tinha as escamas completamente fechadas. A pinha que estava seca permaneceu com as escamas abertas.


Conclusão:

Concluí que as pinhas, na presença de água, fecham as suas escamas como forma de protecção das suas sementes (pinhão) visto as condições ideais para a sua germinação serem o tempo seco.
Desta forma poderemos comparar a pinha com um higrómetro, aparelho que mede a humidade existente no ar.

A Viagem de uma Sementinha - História da Ana Beatriz Perna - 5ºC

A viagem de uma sementinha

Era uma vez um girassol muito velhinho que estava no final do seu ciclo de vida. O vento arrastou-o e o girassol lá foi rebolando pela montanha fora, do cume até ao vale. As suas sementes iam-se soltando ao longo de todo o percurso e por ali ficavam à espera de germinar.


O velho girassol só parou debaixo da copa de um carvalho, mesmo ao lado de um ouriço que dormia profundamente num ninho de ervas, folhas e musgo.


      Entre as centenas de sementes que caíram do girassol, poucas  encontraram boas condições para germinar e para se desenvolverem. A última semente do girassol ficou mesmo debaixo da copa de um carvalho. O chão estava cheio de folhas mortas, de bolotas, musgo e ervas secas, o solo estava húmido.


       A sementinha teve sorte porque ficou debaixo das folhas.O ratinho do campo que por ali passou nem deu por ela, o esquilo também não, nem mesmo a sitela.

O pica-pau só comeu uma formiga distraída que por ali passou, o javali comeu as larvas de insectos de uma árvore morta, bolotas e cogumelos e o texugo uma minhoca, algumas lesmas e bolbos … Por sorte a raposa era carnívora!
E assim a sementinha passou despercebida durante todo o Inverno.






  Finalmente a Primavera chegou, a sementinha abriu, surgiu uma raiz, o caule cresceu rapidamente e a raiz enterrou-se mais profundamente. A sementinha finalmente germinou…

      
  
E deu origem a um bonito girassol!  

domingo, 24 de abril de 2011

Mais umas histórias da Natureza

O OVO - Carina - 5ºE

Num belo dia de manhã, uma galinha saiu do seu galinheiro. Fugiu! Porque ali não tinha amigos. Foi até uma quinta mas não encontrou ninguém com quem conversar. A certa altura ela encontrou uma pequena vaca escondida atrás de uma caixa.
Cumprimentaram-se, conheceram-se e acabaram por ficar amigas.
A galinha andava a chocar um ovo e, 21 dias depois, nasceu um pinto.
A pequena vaca não sabia como é que o pinto tinha nascido, e perguntou à galinha. A galinha respondeu dizendo:
-Porque choquei um ovo, 21 dias depois da fecundação o pinto sai do ovo.
-E o que é que o ovo de um animal ovíparo tem logo após a fecundação? – perguntou a pequena vaca.
-O ovo de um animal ovíparo tem clara, cicatrícula, câmara-de-ar, calazas, gema e casca – respondeu a galinha.
-Não sabia! É que sabes, eu ainda sou muito nova para poder tomar conta de animais bebés – disse a vaca.
A vaquinha gostou muito do pinto e todos brincaram felizes.
Os três amigos - Adriana Gonçalves - 5ºC
Era uma vez três amigos: a pintinhas, o branquinho e a fofinha que se encontram todos os domingos na floresta. A pintinhas era uma salamandra, o branquinho era uma lebre e a fofinha era uma águia. Neste domingo a pintinhas queixou-se que tinha muito frio.
A fofinha, como era muito amiga de ajudar, lembrou-se de pedir ao branquinho para ele cortar um pouco do seu pêlo para, juntamente com as penas dela, fazerem um casaco para oferecer à pintinhas.
Como a pintinhas era orgulhosa não quis aceitar. O branquinho e a fofinha zangaram-se com ela e viraram-lhe as costas.
Com o passar dos dias, a pintinhas começou a sentir-se abandonada pelos amigos. Até que um dia lembrou-se que o melhor que ela tinha a fazer era pedir desculpas aos seus amigos. Lembrou-se então de arranjar algo que eles gostassem muito. Para o branquinho arranjou um grande monte de erva e para a fofinha apanhou ratos pequeninos e gafanhotos. No domingo seguinte a pintinhas, muito envergonhada com a sua atitude, foi-se aproximando devagarinho com as prendas às costas. O branquinho como era muito curioso perguntou o que é que ela trazia às costas e a pintinhas respondeu que trazia uma prenda para cada um. A fofinha foi directa ao saco para ver o que ela trazia.
A pintinhas desembrulhou as prendas e deu-as aos seus amigos.
Eles ficaram tão felizes com a atitude da amiga que a desculparam. A pintinhas aceitou a prenda dela e disse que nunca mais iria ser orgulhosa deixando que os seus amigos a ajudem sempre que ela necessitasse.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Conceito de Espécie

Espécie - grupo de seres vivos com características semelhantes, que se cruzam entre si dando origem a descendentes férteis.

Há situações em que, espécies diferentes mas com características muito semelhantes, se cruzam.

Híbrido resultante do cruzamento entre burro e zebra
(ou será um burro de meias às riscas?)

Híbrido resultante do cruzamento entre leão e tigre.

Quando animais de espécies diferentes se cruzam, dão origem a híbridos que são inférteis, isto é, não podem ter filhos. É uma maneira de a natureza se defender da mistura entre espécies.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Classificação dos Seres Vivos

O ser humano sempre gostou de classificar os seres vivos. Essa classificação foi evoluindo ao longo dos tempos. Imagino que já o homem primitivo fazia uma classificação do tipo:

Seres vivos - dois grupos:
 1-Aqueles que eu como...
2 - Aqueles que me querem comer a mim!


Com o evoluir do conhecimento novas formas de classificação foram surgindo.
Aristóteles, filósofo grego do séc. IV a.c. que foi aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, classificou os seres vivos segundo o meio onde se moviam - ar, terra ou água. Assim, para ele, o tubarão e o golfinho pertenciam ao mesmo grupo de animais uma vez que tinham o mesmo habitat.

Muito tempo mais tarde Carl von Linné, botânico, zoólogo, médico e naturalista sueco, escreveu em 1735 sua obra mais importante "Systema naturae", onde lançou as bases para a classificação actual dos seres vivos. Baseou-se nas características morfológicas e fisiológicas dos seres vivos e na evolução das espécies, tendo criado as categorias sistemáticas principais.
Reino
Filo
Classe
Ordem 
Família
Gênero
Espécie

O estudo dos seres vivos foi evoluindo e hoje aceita-se a existência de cinco reinos:

Animalia
Plantae
Fungi
Monera
Protista


Repara na classificação destes quatro animais:


A agora apenas o ser humano: 

Algumas regras:
1 – O nome dos seres vivos são escritos em latim. Os nomes científicos devem ser sempre escritos em itálico.
2 – Todas as espécies têm obrigatoriamente dois nomes. O primeiro é o do género e o segundo é o restritivo específico da espécie (Sistema binominal criado por Lineu).
3 – O nome do género deve ser sempre escrito com inicial maiúscula, e o restritivo específico com inicial minúscula.
Ex: Homo sapiens

Os nomes científicos são muito úteis aos biólogos. Já imaginaste como se entenderiam cientistas de vários países se não houvesse um nome comum? Imagina que estavam a falar de um cão. Para nós portugueses, seria cão, mas para o inglês seria dog, para o espanhol, perro; para o francês, chien. E isto só para quatro países. Não faço ideia do que diria o chinês, por exemplo. Assim, usando o latim, todos se entendem dizendo ou escrevendo:
Canis familiaris.

Para classificar seres vivos usamos chaves dicotómicas. Já as usaste para classificar raizes, caules e folhas, lembras-te?

Queres experimentar?